Imagens flagram jovens usando drogas em praça de Pouso Alegre, MG

Escola infantil e ponto de ônibus ficam próximos ao local dos flagrantes.
Moradores reclamam que uso na praça é frequente e pedem segurança.


Imagens registradas na Praça João Pinheiro, no Centro de Pouso Alegre (MG), flagraram jovens consumindo drogas em plena luz do dia. O local fica perto de uma escola infantil e do ponto final de ônibus circular da cidade. Moradores dizem que o consumo acontece com bastante frequência e pedem mais segurança no local.

As imagens foram registradas ao meio-dia desta quinta-feira (28) por uma equipe da EPTV Sul de Minas. Um jovem aparece fumando um cigarro que seria de maconha e passa para outros rapazes que estavam no local. Após perceber que estão sendo filmados, eles saem da praça, mas logo depois, outro grupo de jovens chega no local e também começa, aparentemente, a fumar maconha.

A poucos metros do ponto onde as imagens foram feitas, na praça, fica uma escola de educação infantil. Nela estudam mais de 300 alunos com idades entre 4 e 5 anos. A situação está preocupando os pais das crianças e professores.
Jovens são vistos de dia fumando o que seria maconha na Praça João Pinheiro, em Pouso Alegre (Foto: Reprodução EPTV)Jovens são vistos de dia fumando o que seria maconha na Praça João Pinheiro (Foto: Reprodução EPTV)





















“É terrível dar aula aqui, todo dia o cheiro da maconha está forte. Até descobri o que é maconha, porque alguém que já usou, falou. Agora imagina uma criança de 4 anos, que é o caso da tarde, e 5 anos de manhã, inalando isso todo dia”, afirma a professora Luciene Maris da Cruz Pádua.

Um homem, que não quis se identificar, disse que a cena já chamou a atenção até da filha de apenas 5 anos, que estuda na escola. “Aí a minha filha perguntou: ‘pai, aquilo ali que o moço está fumando é maconha?’ Eu falei: ‘onde você aprendeu isso?’. Ela: ‘pai, todo dia fica esse cheiro ruim que não passa'. É um absurdo uma criança de 5 anos já saber o que é droga, o que é maconha, cocaína, porque vê. E não tem segurança, parece que está abandonada a praça”, reclama o pai.

A auxiliar de produção Márcia Helena da Costa, mãe de uma menina que estuda em outra escola perto da praça, afirma que os usuários já teriam até oferecido maconha para a filha dela. Vizinho da praça há mais de 20 anos, o aposentado Eurípedes Miguel Mansan acredita que a situação piorou com a instalação do ponto final de ônibus urbano no local, em maio do ano passado, porque aumentou o fluxo de pessoas no local.

Mas outra moradora, que também não quis se identificar, garante que o problema é antigo. “Desde o ano passado eu venho trazer minha filha na escola, inclusive tem um primo meu que eu ia buscar ele no meio da praça, porque estava com os amiguinhos tudo usando drogas, e hoje ele está preso. E a gente que sofre porque, o medo é que... meu filho de 5 anos já conhece droga, ele passa, sente o cheiro, e já sabe do que é, porque ouve as pessoas falarem. Eu acho que está tomando um proporção fora do comum, ninguém toma providência nenhuma”, desabafa.
Ponto de ônibus Praça João Pinheiro, Pouso Alegre (Foto: Reprodução EPTV)Local onde jovens ficariam usando drogas fica
perto de ponto de ônibus (Foto: Reprodução EPTV)


Monitoramento e operações
A Polícia Militar afirmou que está ciente da situação e que o problema é realmente antigo, mas que a PM desenvolve ações na Praça João Pinheiro pra tentar coibir a ação criminosa desses jovens. “Do início do ano pra cá, só nessa praça, foram desencadeadas 29 operações com prisão de maiores, apreensão de menores e recolhimento de drogas”, afirma o tenente Alan Cristiano dos Santos.

O secretário de Defesa Social e Esportes do município, Antônio Carlos Mendes, também disse que, desde que o ponto do ônibus passou a funcionar no local, o monitoramento é feito com frequência. “Pra você ter uma ideia, nós tínhamos lá umas plantas no jardim, que nós podamos todas, porque lá eles escondiam droga no local. E nós estamos fazendo o monitoramento direto”, afirma.

O secretário disse ainda que a prefeitura tem parceria com a Polícia Militar, do Juizado de Menores e Conselho Tutelar para monitor a área. “A gente tem feito o possível e o impossível pra poder diminuir isso, mas não é fácil”, finaliza Mendes.

Fonte: G1 Sul de Minas/EPTV