Codemig divulga resultado do edital para patrocínio a projetos e eventos no primeiro semestre

No Sul de Minas foram contempladas propostas de Lambari, Varginha, Poços de Caldas, São Lourenço, Machado e Andradas



Em conformidade com a política de transparência e interiorização das ações de desenvolvimento promovida pelo Governo do Estado de Minas Gerais, a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig) promoveu o chamamento público de patrocínio a projetos e eventos para o primeiro semestre de 2017. O resultado publicado esta semana evidencia a ampla abrangência da iniciativa: ao todo, dos 257 projetos recebidos e analisados, 61 foram contemplados, oriundos de diversos Territórios de Desenvolvimento do estado, como Alto Jequitinhonha, Caparaó, Central, Mata, Metropolitano, Mucuri, Noroeste, Norte, Oeste, Sudoeste, Sul, Vale do Rio Doce e Vertentes. O investimento da Codemig na ação totaliza R$996.305,00. O quadro com as propostas selecionadas, publicado no diário oficial Minas Gerais em 21/3, está disponível também no site da Codemig.
O período de inscrições foi de 10 de fevereiro a 3 de março. Os projetos inscritos foram avaliados pelo Comitê Interno de Seleção, considerando critérios de abrangência, potencial de negócios, viabilidade de execução, diferencial do projeto e originalidade da iniciativa apresentada. Agora, a formalização do patrocínio com os proponentes contemplados será feita mediante assinatura de contrato a ser firmado com a Codemig. Cada projeto receberá até R$19.500,00 e deverá ser realizado ainda neste semestre, até 30/6.


O edital não contemplou concessão ou ampliação de incentivo ou benefício de natureza tributária ou fiscal. Também não se aplicou a pessoa física, podendo participar apenas pessoa jurídica, como associação, empresa, município, organização não governamental, entre outras. A Codemig pretende lançar um novo chamamento público de patrocínio para o segundo semestre deste ano. Outras informações estão disponíveis no site da Codemig.


Confira os projetos contemplados no Sul de Minas:



Lambari - Associação de Hotéis, Pousadas e Similares, de Serviços e Turismo de Lambari - Festival do Café de Lambari - R$ 10.000,00

Varginha - Associação Comercial, Industrial, Agropecuária e Serviços de Varginha -Varginha Fashion Day -R$ 19.000,00

Poços de Caldas -GSC Eventos Especiais Ltda- 12ª Feira Nacional do Livro de Poços de Caldas e Flipoços 2017- R$ 19.500,00

São Lourenço- São Lourenço Convention & Visitors Bureau- I Festival Mineiro de Doces- R$ 10.000,00

Machado- Prefeitura Municipal de Machado- 1° Encontro Sul Mineiro de Companhias de Reis- R$ 19.455,00

Andradas -Associação Comercial Industrial e Rural de Andradas -26ª EXPOFICA - Exposição e Feira Industrial e Comercial de Andradas- R$ 19.500,00

Lei da terceirização acaba com concurso público, diz procurador-geral do Trabalho

Ronaldo Fleury, do MPT, afirma que nova regra irá incentivar nepotismo em todas as esferas do Estado brasileiro.





A Lei que regulamenta a terceirização ampla no país, aprovada nesta quarta-feira (22) na Câmara dos Deputados, seria o fim do concurso público e um incentivo ao nepotismo nos municípios, no Estado e na União. Essa é a avaliação do procurador-geral do Ministério Público do Trabalho (MPT), Ronaldo Fleury, que enumera consequências negativas para os trabalhadores, para o serviço público e até para o capital.

"Não vai ter mais concurso público porque todos esses serviços poderão ser terceirizados", avalia Fleury.

O procurador projeta o futuro a partir de dados sobre os atuais terceirizados."Os índices de acidentes de trabalho são muito altos: de cada dez trabalhadores que sofrem acidentes de trabalho fatais, oito são terceirizados. Por quê? Porque eles têm menos treinamento, existe um compromisso menor com o meio ambiente do trabalho", exemplifica.

O procurador-geral, porém, indica que há chances de a lei ser anulada por contrariar o segundo parágrafo do artigo 37 da Constituição Federal, segundo o qual "a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos". No entanto, ele pondera que o Senado poderá pressionar a votação do PL 4330, cujo relator é o senador de oposição Paulo Paim (PT-RS).

Confira a íntegra da entrevista:

Brasil de Fato - Como o PL de ontem vai afetar a renovação dos servidores públicos?

Ronaldo Fleury - Tirando as carreiras de Estado, como os membros do Ministério Público, magistradura e a diplomacia, simplesmente acaba com o serviço público. Não vai ter mais concurso público, porque todos esses serviços poderão ser terceirizados.

Em todas as esferas?

Sim, em União, estados e municípios. E vai permitir a volta do nepotismo, do apadrinhamento político, a corrupção por meio de contratos de terceirização. É o que fatalmente ocorrerá. Porque o político, o procurador ou quem quer que seja que queira contratar um filho precisaria apenas criar uma empresa terceirizada, o órgão que ele trabalha será o contratante. Então é o fim de todo trabalho de combate ao nepotismo.

Algumas categorias como professor, polícia civil e hospital público estão sofrendo com a falta de mão de obra. Tem concursos que foram feitos e as pessoas não foram chamadas. De que forma essa lei vai afetar os estados e municípios na hora de lidar com essa falta de funcionários?

Essa lei vai fazer com que todos os concursados ou aqueles que pretendam fazer concurso tentem outra coisa. Talvez um apadrinhamento político para entrar por meio da terceirizada, porque essa lei libera que prefeitos, governadores, administradores simplesmente façam os contratos de terceirização e prestações de serviços, e toda a contratação seja feita por essas empresas. Essa lei permite que haja uma escola sem professores contratados, que haja uma montadora de automóveis sem um único montador de automóveis… Na verdade, vai contra o princípio do capitalismo. O capitalismo supõe capital e trabalho - vai ter só o capital, não vai ter o trabalho, porque vai ter o serviço do outro lado. Ou seja, teremos empresas que alugam gente, que têm lucro alugando gente.

Hoje, temos algumas figuras jurídicas semiterceirizantes, como as Organizações Sociais (OSs). O que diferencia o sistema das OSs de um sistema público terceirizado?

Na verdade, essa terceirização via OS é uma espécie de uma parceria público-privada, mas que não é tão privada porque são Organizações Sociais, que têm uma destinação específica, uma especialização, uma fiscalização de recursos. Podem receber recursos públicos…

Já na terceirização liberada, como se pretende com esse PL, o que vai ter é simplesmente empresas tendo lucro alugando gente.

E tem uma coisa: esse projeto não é claro no sentido da terceirização ampla. Ele é claro no sentido da possibilidade de contratos temporários, que é outra coisa.

E qual seria a diferença?

No contrato temporário, a empresa contrata diretamente os trabalhadores temporários. É o que ocorre muito no comércio hoje durante o período do Natal. Mas, agora se permite contratação indistinta e por até nove meses, ou seja, é praticamente o ano inteiro! Assim, eu posso contratar um funcionário e, a cada nove meses, fazer um novo contrato. Ele não vai ter direito a férias ou licença maternidade…

A terceirização elimina o direito à licença maternidade?

Sim, porque no contrato temporário a pessoa tem um prazo previsto anteriormente para seu fim.

E ainda tem outro problema: se a gente cotejar esse projeto com o da reforma da Previdência, o que vai acontecer: a gente vai ter uma rotatividade muito grande tanto nos temporários quanto nos terceirizados – nos terceirizados, já é muito grande a rotatividade, quatro vezes maior que os contratados pela CLT; aqueles 49 anos que serão necessários trabalhar pela reforma da Previdência, vão ser muito mais. Porque são 49 anos de contribuição.

Vamos supor que eu tenha contratos de nove meses. Trabalho nove meses e fico três sem contrato. Nove meses e fico três sem contrato… Eu vou ter que trabalhar por pelo menos uns 70 anos para poder aposentar. Eu vou ter que contribuir muito mais tempo para dar os 49 anos de contribuição.

Quais são os direitos que são suprimidos com esse projeto?

Os trabalhadores terceirizados ganham entre 60% e 80% do salário dos trabalhadores diretos. A empresa para manter um trabalhador tem que pagar um salário melhor. O terceirizado não. O empregador [que trabalha com terceirizados] trabalha com quantidade, sem a necessidade de uma especialização, de um treinamento.

Quanto ao índice de acidentes de trabalho, de cada dez trabalhadores que sofrem acidentes fatais, oito são terceirizados. Ou seja, 80% dos acidentes de trabalho fatais são de terceirizados. Por quê? Porque eles têm menos treinamento, existe um compromisso menor com o meio ambiente do trabalho. A empresa que presta o serviço vai jogar a culpa na empresa onde o serviço é prestado [contratante] e a empresa onde o serviço é prestado vai jogar a culpa na prestadora de serviço. Fica esse jogo de empurra e é o trabalhador que sofre as consequências.

Além disso, tem a rotatividade da mão de obra que, no caso dos terceirizados é menor que um ano. Tem também o problema sindical. O sindicato perde muita força. Os trabalhadores deixam de ser vinculados àquelas categorias em que eles efetivamente trabalham para serem vinculados a sindicatos de prestadores de serviço, que têm um índice de associação e, consequentemente, uma força de negociação muito baixa.

As consequências são absurdas para o direito do trabalho e para os trabalhadores.

E para o capital, essa medida não vai levar à perda de produtividade?

Com certeza! Os trabalhadores terceirizados são menos especializados, têm um treinamento menor. Só isso já gera uma queda de produtividade. Tem toda a discussão jurídica se aquela terceirização em determinada empresa vai ser uma terceirização de serviço ou uma simples contratação por uma empresa interposta. Qual a diferença?

Se eu tenho um hotel e quero contratar um gerente, eu pego uma empresa terceirizada e falo: 'você tem que contratar o João, que vai prestar serviço para mim'. Isso na verdade é contratação de empregado usando uma empresa que se interpõe entre empregado e empregador. É uma fraude.

É diferente de eu chegar e falar: eu quero contratar um serviço de limpeza para o meu hotel. Quem vai prestar o serviço é a empresa e não interessa quem vai executar o trabalho.

Vai ser ruim para o capital, e para os trabalhadores, nem se diga! O projeto assassina a CLT. Para os empregadores, cria uma insegurança jurídica muito maior. As empresas que quiserem se aproveitar desse projeto para simplesmente trocar a mão de obra, que hoje é com vínculo empregatício, por mão de obra terceirizada ou contrato temporário, se arriscam a criar uma espada de Dâmocles* sobre a cabeça dessas empresas, porque elas podem ser demandadas judicialmente e depois não ter como pagar a indenização, que pode ser milionária.

Com essa lei, essas empresas não deixariam de ter que pagar indenização?

Não. Elas têm que pagar, mas de forma subsidiária. Ou seja, primeiro os empregados têm que ir na empresa prestadora. Se a empresa não tiver condição de pagar, os trabalhadores podem ir atrás da empresa contratante desses serviços. Se ainda tiver vivo, porque o trabalhador já vai ter sido demitido e não vai ter recebido nada – já vai estar passando fome.

Existe alguma forma de reverter essa reforma trabalhista?

Nós estamos avaliando a constitucionalidade do projeto que foi aprovado. Vai depender do texto que for sancionado e, se for o caso, nós vamos acionar a Procuradoria Geral da República para que entre com Ação Direta de Inconstitucionalidade [ADI].

Um dos pontos mais óbvios é que a lei aprovada contraria o segundo parágrafo do artigo 37 da Constituição Federal [o texto diz que "a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração"].

Mas parece que vão sair dois projetos diferentes para a mesma matéria; a informação é que o Senado vai votar ainda o outro projeto sobre terceirização [o PL 4330].

Por Camila Rodrigues da Silva

Edição: Vanessa Martina Silva

Fonte: Brasil de Fato

Falta só uma hélice', diz borracheiro que constrói helicóptero na garagem

Zé Fernando constrói 'aeronave' há mais de 1 ano em Nepomuceno, MG.
Otimista, ele diz que, se não voar, já sabe o que fazer com 'brinquedo'.


José Fernando Pedro soma três prenomes na identidade e muita criatividade. Borracheiro de Nepomuceno, a garagem da casa dele no interior de Minas Gerais guarda um projeto ambicioso: o próprio helicóptero. Ele foi montando cada peça pensada por ele mesmo, e agora, pouco mais de um ano depois de começar o projeto, acredita que falta pouco para levantar voo. Tem só um sonho: ver a paisagem lá de cima sobrevoando com a aeronave que ele mesmo criou.

A ideia de inventar um helicóptero surgiu no céu para “seu” Zé Fernando. Em setembro de 2015, ele estava na roça da tia dele – como em todos os domingos – quando se desenrolou a seguinte cena. “Eu vi passar um [helicóptero] desse aqui [voando] baixinho, bem baixinho mesmo, daquele de dois banquinhos. Aí, estava eu com meu tio, e meu primo. Passou por cima de nós assim, baixinho. Aí, eu falei assim pra eles: 'ah, desse aí eu faço um'. Aí eles nem obediência [confiança] deram pra mim. Eu fiquei quieto".

Zé Fernando só deixou de falar, mas a cabeça dele não parou de tagarelar inúmeras possíbilidades de colocar o projeto em prática. O primeiro passo foi fazer uma maquete para delinear as formas da aeronave. Sem ter mais dúvidas, começou janeiro de 2016 improvisando na garagem um pequeno hangar.


De onde vem o Zé
Hoje com 53 anos, Zé Fernando não foge ao padrão de muita gente simples do interior de Minas. Cresceu até os 7 anos na zona rural do município, quando teve que ir pra cidade estudar. Da escola, lembra mais das “artes” do que das lições.

“Eu nunca gostei de escola. Aí, quando eu passei pro 4º ano, eu falei: ‘nunca mais eu volto’. Mas nunca tomei uma ‘bomba’ também pra contar história”, conta. Ele jura, ainda, que só tirava 10, mas a falta de interesse em estudo fez com que ele passasse a vida sem fazer curso técnico ou tentar faculdade.
Eu vi passar um [helicóptero] desse aqui [voando] baixinho. Aí, eu falei assim: 'ah, desse aí eu faço um'".
José Fernando Pedro, borracheiro


Em contrapartida, a curiosidade por máquinas automotoras foi despertada desde pequeno. “O negócio meu, desde pequenininho, [foi motor]. O patrão lá tinha um ‘jipão’ 54, era só ele chegar na fazenda quando eu estava lá, eu corria e já deitava debaixo do jipe dele e já ficava olhando as peças”, conta Zé Fernando, que voltou para a zona rural ao deixar a escola.

Com 20 anos, teve que ir pra zona urbana conseguir trabalho. Já começou em uma oficina, onde ocupou a função de eletricista de carros. “Já entrei fazendo tudo”, jura o borracheiro. “Fazia parte de instalação, parte de luz, partida, alternador.”

Após nove meses de trabalho, montou a oficina dele e se dividia entre várias outras que pegava serviço junto. Foi trabalhando assim até sossegar como borracheiro mesmo, “só consertando uns pneuzinhos”. Mantém o negócio no fundo da garagem de casa, onde atualmente mora com o pai e a madrasta.
Zé Fernando usou peças usadas de veículos e outras encomendadas em helicóptero, Nepomuceno (Foto: Samantha Silva/G1)Zé Fernando juntou peças usadas de veículos e outras pensadas por ele (Foto: Samantha Silva/G1)


Hangar caseiro
Quando o portão se abre no imóvel da Rua Professor João de Abreu Salgado, os curiosos não se contêm em dar uma paradinha na calçada. Todo mundo em Nepomuceno conhece, ou pelo menos já ouviu falar, do "Zé do helicóptero". Os cumprimentos se revezam em: “’Ó,’ Zé, ‘tá quase pronto.” “Cada vez mais famoso, ‘hein’. Zé, dando entrevista de novo?” “E quando é que vai voar, Zé?”

A fama de “Professor Pardal” de Nepomuceno já começou muito antes do helicóptero. Os amigos de longa data que passaram pela garagem lembram de quando Zé Fernando inventou uma cama que aquecia o colchão no inverno e tinha interruptores pra ligar a luz do quarto e a televisão. “Naquela época não tinha ainda nem controle remoto”, lembra Vitor Luiz Soró, ex-maratonista, amigo do borracheiro.
Helicóptero foi montado na garagem da casa do Zé Fernando, Nepomuceno (Foto: Samantha Silva/G1)Helicóptero foi montado na garagem da casa do Zé Fernando, Nepomuceno (Foto: Samantha Silva/G1)

Desde que teve a ideia do último projeto, Zé Fernando aproveitava para espiar todos os helicópteros que pousavam perto da cidade, de bombeiros a aeronaves de passeios turísticos, para entender como funcionava a máquina. Um deles era bem semelhante ao que ele queria fazer e foi assim que achou bem parecido o funcionamento com o dos veículos que ele costumava consertar.
Uns falam que eu sou inteligente demais, outros, que eu sou doido"
José Fernando Pedro, borracheiro


“Ele deixou ‘eu’ revisar tudo, deitei por baixo, olhei tudo. O alternador que eu coloquei ali, o verdadeiro tem a mesma ‘coisa’. Só que o dele é diferente, o dele é o mesmo do carro, só que o dele tem um cabo de contagiro dele também, no eixo do motor dele [pra ver a rotação no painel]. Mas, é o mesmo alternador do carro”, explica.

Pergunto se o povo debochou quando ele disse que ia fazer um helicóptero. “Aqui em Nepomuceno, todo mundo acha que eu sou doido, desde quando eu mudei pra cá”, responde. “Alguns falaram que eu não era capaz. A gente que mexe com carro, todo mundo conhece. Uns falam que eu sou inteligente demais, outros, que eu sou doido”.

Em construção
Mas “seu” Zé Fernando nem titubeou e começou a montagem da aeronave. Todas as peças foram pensadas por ele e explicadas na prosa - assim mesmo, sem colocar nada no papel - para o moço da serralheria, o torneiro mecânico, que fabricavam cada item. "Só aqui", diz ele apontando pra cabeça. "Bolando e fabricando".

As peças de veículos encaixadas na “aeronave” foram compradas de ferros-velhos, algumas de carros, tratores e a maioria de motocicletas. Um pintor coloriu de verde militar o equipamento. Todo o resto das instalações é do “seu” Zé Fernando.
Motor da aeronave (à esq.), cabine montada com guidom de moto (à dir., acima) e motor da aeronava visto de trás (à dir., abaixo), Nepomuceno (Foto: Samantha Silva/G1)Motor da aeronave (à esq.), cabine montada com guidom de moto (à dir., acima) e motor da aeronava visto de trás (à dir., abaixo) (Foto: Samantha Silva/G1)


Um tanque de 20 litros para gasolina e uma bateria foram instaladas pra fazer o helicóptero se mover, e o motor de um Fusca na garagem carrega a bateria da aeronave. Mas ele explica que quando o motor do próprio começa a funcionar, ele carrega junto a bateria também. Por dentro, o assento de carro dá lugar pra somente uma pessoa. O para-brisa é movido manualmente.

Na hora de voar, o guidom de uma moto direciona as hélices da aeronave e o painel só cita informações de combustível e velocidade mesmo. Nada de comunicação com o exterior. O piloto vai ter que se guiar no olho mesmo. Uma grande caixa de som instalada em cima da cabeça dele vai ser a trilha sonora da viagem. Pergunto se ele não vai fechar a cabine toda, que tem duas grandes aberturas de cada lado. Ele responde que não, além de não precisar, atrapalha a ver a paisagem.
Toda vez que Zé Fernando abre a garagem, curiosos param pra ver helicóptero, Nepomuceno (Foto: Samantha Silva/G1)Toda vez que Zé Fernando abre a garagem, curiosos param pra ver helicóptero, Nepomuceno (Foto: Samantha Silva/G1)


Ele calcula que, atualmente, a máquina está pesando mais de 300 quilos, mas não tem problema. “Isso aqui saiu do chão, você empurra assim, vira uma ‘palha’. É levinho. Ele saiu do chão, acabou!” Até agora, o borracheiro investiu pouco mais de R$ 15 mil no projeto, ou nas palavras dele: “Falta R$ 15 pra R$ 15,5 mil.”

A teoria do “seu” Zé Fernando é que, pra sair do chão, agora ele só precisa de uma hélice maior e de um material mais leve do que a de ferro que ele fez. Improvisada, essa foi só pra testar se estava funcionando. E é aí que mora o problema. A hélice do jeito certo custaria pelo menos uns R$ 300 mil – verba impossível de conseguir.
Mas se eu ver que ‘tá muito perigoso, eu não vou [longe] não. Volto ele aqui pra garagem e deixo só pra ouvir música"
José Fernando Pedro, borracheiro


Ele diz que nesse 1 ano, já recebeu visitas de um mecânico de São Paulo, um piloto de Goiânia e até um funcionário de uma empresa de aviação norte-americana, que é casado com uma moça da cidade. Todos eles disseram que a máquina tem possibilidade de voar, mas o piloto advertiu que ele precisa dar uma pequena reforçada na estrutura. Saindo do chão, ele calcula que deve alcançar uns 80 metros.

De todas as pequenas invenções que fez, agora só falta fazer voar o helicóptero, seu último projeto. “É o último degrau, agora acabou”.

Nas alturas
O sonho do borracheiro de voar vem da vontade de passear em sua invenção. Ele conta que, se tivesse tido cabeça pra escola, hoje queria estar trabalhando numa fábrica de aeronaves mesmo. “Mas só que eu queria estar lá, mas ter o verdadeiro meu mesmo. Inventar um... Queria ter um também”, destaca, enfático.

Zé Fernando explica, ainda, que nunca se interessou por aviões, só gosta de helicópteros. “Porque esse a gente anda baixinho, pra gente ver a paisagem ‘né’. Desses outros eu não interesso não, esses que anda alto, não. Eu gosto é de ver a paisagem, de cima pra baixo, assim, baixinho.”
Zé Fernando com a maquete que deu origem ao projeto do helicóptero em Nepomuceno (Foto: Samantha Silva/G1)Zé Fernando com a maquete que deu origem ao projeto do helicóptero (Foto: Samantha Silva/G1)


Ele ainda não pensou um nome para a aeronave. O pintor do helicóptero já perguntou a mesma coisa pra ele e ele respondeu (brincando) assim: “Morte Instantânea. Porque caiu, é morte instantânea mesmo (risos).”

Mas, ele decolando, todo o plano de voo já está na cabeça do borracheiro. Vai levá-lo para um campo de futebol na roça, para levantar voo. Aí, vai passar do lado da cidade de Campo Belo, seguir entre Boa Esperança com Campos Gerais, sair entre Santana da Vargem com Três Pontas e chegar de novo no mesmo lugar. No chão, esse percurso somaria uma volta de cerca de 270 km.

Coragem para arriscar não falta em “seu” Zé Fernando. Mesmo sabendo dos riscos, garante que vai tentar voar. “Mas se eu ver que ‘tá muito perigoso, eu não vou [longe] não. Volto ele aqui pra garagem e deixo só pra ouvir música”.

Fonte: G1 Sul de Minas

Enquete feita pelo G1 Sul de Minas revela que a grande maioria é contra edital de exploração de águas em Caxambu e Cambuquira.



O G1 Sul de Minas realizou enquete junto aos internautas com a seguinte pergunta:

Você concorda com a exploração das águas minerais do Sul de Minas pela iniciativa privada?


O resultado da enquete saiu e revelou que a maioria dos internautas é contra exploração das águas minerais pela iniciativa privada.

Quase 80% dos participantes votaram contra edital de exploração de águas em Caxambu e Cambuquira.

Sou contra ---77,67%
Sou a Favor ---22,33 %

Operação IV Aniversário marca os 4 anos de criação do Batalhão da PM em São Lourenço

Operação resulta em diversas apreensões de drogas, armas, veículos, dinheiro, além de prisões.



Na última quarta feira (22) o 57º Batalhão de Polícia Militar com sede em São Lourenço, completou 4 (quatro) anos de criação.

Para marcar a data, foram realizadas nos 22 municípios pertencentes à Unidade a “Operação IV Aniversário”.

Foram cumpridos diversos mandados de busca e apreensão e mandados de prisão. Em São Lourenço, uma pessoa foi presa após serem localizados mais de dois mil reais em dinheiro e um tablete de maconha. O autor, um homem de 33 anos, que possuía diversas denúncias por tráfico de drogas, não soube explicar a origem do dinheiro, e foi conduzido a Delegacia.

Em Passa Quatro foram apreendidas três armas de fogo durante cumprimento de mandado de busca e apreensão no bairro Registro. Um homem de 41 anos foi preso e conduzido à delegacia.

Em Caxambu, um casal foi preso com 11 pedras de Crack e uma bucha de maconha no bairro Santa Tereza, após cumprimento de mandado de busca a apreensão.

As operações blitz também ocorreram em diversas cidades, com o objetivo de localização de drogas e armas. Ao todo foram fiscalizados mais de 600 veículos.



Confira abaixo os números da operação:

Veículos abordados: 635

Veículos apreendidos: 09

Autuações de trânsito: 52

Pessoas abordadas: 783

Pessoas presas/apreendidas: 08

Armas de fogo apreendidas: 03

Produto de furto recuperado: 01

Drogas apreendidas: 17 tabletes/invólucros pequenos

Dinheiro apreendido: R$2049,00

Autor: P5 do 57 BPM

Ajude a PM a localizar motocicleta roubada em Caxambu



A PM está a procura de 04 infratores que abordaram um entregador na noite dessa quinta-feira (23), na Rua Minas Gerais, bairro Trançador, e levaram sua motocicleta Honda CG 125 Fan, de cor preta e placa EEB-0911, aproximadamente R$50,00 (cinquenta reais) em dinheiro e sua jaqueta.

Segundo o entregador, saiu na motocicleta para uma fazer uma entrega quando foi abordado pelo grupo que estava com o rosto encoberto, um deles com uma arma de fogo e os outro dois com faca nas mãos os quais anunciaram o assalto, vindo a derrubá-lo no chão e roubar sua jaqueta e dinheiro. Em seguida, dois dos infratores fugiram na motocicleta e os outros dois embrenharam-se em um matagal.

A PM iniciou rastreamento e passou os dados as cidades vizinhas mas até o momento o veículo não foi localizado e ninguém foi preso.

Denuncie. Qualquer informação que possa ajudar a localizar a motocicleta roubada ligue 190.

Autor: P5 do 57º BPM

Caixa Econômica altera horários de salas de autoatendimento na região

Segundo instituição, medida foi adotada em cidades consideradas de risco.
Mudança afetou serviço em agências de pelo menos 14 cidades da região.




A Caixa Econômica Federal alterou o horário de funcionamento de diversas salas de autoatendimento (caixas eletrônicos) em agências no Sul de Minas. A medida, segundo a assessoria da instituição, foi adotada em cidades consideradas de alto risco, considerando os recentes assaltos envolvendo agências na região. Em nota oficial, a Caixa disse ainda que essa mudança não afeta necessariamente municípios onde já aconteceram ataques, mas também onde as agências ficam em áreas perigosas.

A Caixa ressaltou também que medidas semelhantes foram adotadas em outras regiões e que não teria havido impacto na economia local, uma vez que os cartões possuem a função de pagamentos via débito em conta, além de não afetar os correspondentes bancários, incluindo lotéricas, em que podem ser feitos diversos serviços, como saques, pagamentos de contas e depósitos em dinheiro.

Confira o novo horário de funcionamento das salas de autoatendimento da Caixa Econômica Federal em algumas cidades da região:

Boa Esperança: 7h às 19h
Borda da Mata: 8h30 às 19h
Camanducaia: 8h às 18h
Cambuí: 8h às 18h30
Campos Gerais: 8h30 às 18h
Carmo do Rio Claro: 8h30 às 18h
Extrema: 7h às 19h
Guaranésia: 8h30 as 18h
Jacutinga: 8h às 19h
Alfenas (Lagos de Minas): 8h30 às 18h
Monte Sião: 8h30 às 18h
Muzambinho: 8h30 às 18h
Ouro Fino: 8h às 18h
Pouso Alegre (Bairro Foch): 8h30 às 18h

Fonte: G1 Sul de Minas

Show da Solidariedade movimenta São Lourenço


 

Na última quarta-feira (22), após dois anos, o Centro de Convenções do Hotel Guanabara foi palco, de momentos de confraternização, música e, acima de tudo, espírito solidário. Tudo porque, pela segunda vez, ocorreu mais um SHOW BENEFICENTE EM PROL DO HOSPITAL E DA APAE DE SÃO LOURENÇO. E neste ano, mais duas instituições foram beneficiadas: CASA DOS MENINOS e CASA LAR MÃE SOCIAL.

Assim como em 2015, o 2º Show Beneficente foi idealizado pelo empresário são-lourenciano Carlos Eduardo da Silva - KADU EVENTOS (de grande atuação no ramo do entretenimento), sendo realizado em parceria com empresários e apoiadores individuais.


Diversos artistas de renome nacional (ritmos sertanejo universitário, rock e caipira raiz) se apresentaram em São Lourenço, de forma INTEIRAMENTE GRATUITA (sem cobrar cachê), levando à plateia presente no Show Beneficente muita emoção e alegria. Foram vendidas muitas mesas e ingressos individuais, representando importantíssimo reforço financeiro às quatro instituições.

Num ritmo eletrizante, EDSON & HUDSON; THIAGO CARVALHO; EDU SANTA FÉ; BANDA MALTA; ZÉ NETO & CRISTIANO; HUGO & TIAGO; DAY & LARA; CARREIRO & CAPATAZ; FERNANDO & SOROCABA e JOHNY VIANNA se apresentaram de forma interativa e extremamente carinhosa com o público, sempre apresentados pelo locutor de rodeios TEIXEIRINHA (considerado o melhor do Brasil) e pelo humorista e músico TONHO PRADO (o “caipira” da TV Aparecida).

Segundo informações do Hospital de São Lourenço com a renda, o Hospital irá promover uma reforma completa do telhado do prédio da instituição, enquanto que a APAE dará início à construção da Clínica Esperança (lembrando que, com a renda do 1º Show de 2015, o Hospital adquiriu novos equipamentos para o Centro Cirúrgico, reativando três salas de cirurgia - e a APAE viabilizou um importante projeto voltado à reabilitação dos alunos com deficiência, denominado Protocolo Pedasuit).

Nos próximos dias, o Hospital e a APAE irão divulgar a lista completa de empresários e apoiadores individuais que, de forma tão gentil e dedicada, participaram intensamente antes, durante e depois do evento. As entidades agradecem a KADU EVENTOS e demais empresários e apoiadores.









Com informações e fotos do Hospital de São Lourenço

Páscoa chegando! Já garantiu seu "Ovo Doce Vida"?

Para quem procura doces feitos de maneira artesanal, com mais sabor, mais cuidado e melhores preços, o Wagner, já conhecido em Caxambu por suas deliciosas trufas e bombons, está oferecendo ovos de páscoa que vão fazer a alegria da criançada e de todos que adoram o sabor irresistível do chocolate de qualidade. 
São oferecidas deliciosas opções de ovos de Páscoa, cuidadosamente feitos com produtos selecionados e muito carinho, dentre elas destacamos os ovos trufados, generosamente recheados, nos sabores: maracujá, passas ao rum, branco, tradicional e a sensação do amor cigano. Além de outras opções como coelho trufado, coração trufado e os maravilhosos ovos de colher.

Faça sua encomenda (até o dia 05 de abril):
(35) 98885-9042 e 98702-1103

 Sua Páscoa mais gostosa com ovos Doce Vida!


PREFEITURA EMITE NOTA SOBRE A REALIZAÇÃO DA COMENDA AMBIENTAL ESTÂNCIA HIDROMINERAL DE SÃO LOURENÇO



A Prefeitura Municipal de São Lourenço, a Câmara Municipal de Vereadores, a idealizadora da Comenda Ambiental e a Chancelaria, esclarecem a respeito da edição 2017 da Comenda Ambiental Estância Hidromineral de São Lourenço.

Em razão dos riscos inerentes às necessidades e prazos, e reconhecendo a importância do evento para a cidade, ficou acordada entre as autoridades acima citadas, que o evento será realizado na primeira semana de junho (Dia 04/06/2017), oportunidade em que se comemora o Dia do Meio Ambiente, facilitando desta forma, todas as tratativas necessárias para o máximo brilhantismo do evento.

Célia Cavalcanti - Prefeita Municipal
Agilsander Rodrigues da Silva - Presidente da Câmara de Vereadores
Invanise Junqueira Ferraz - Idealizadora da Comenda
Eugênio Ferraz - Chanceler da Comenda