Romeu Zema reforça necessidade de evitar aglomerações durante o Carnaval

 Governador e Forças de Segurança do Estado apresentam ações previstas para orientar e fiscalizar a população, e conter o avanço da pandemia



“Este ano, o Carnaval é pela vida”. Este foi o lema da campanha apresentada pelo governador Romeu Zema em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (10/2), com objetivo de conscientizar a população sobre a importância de se evitar aglomerações durante o período em que seria comemorado o Carnaval. As Forças de Segurança apresentaram o planejamento estratégico para orientação e fiscalização em todas as regiões mineiras para coibir grandes reuniões e festas, que estão proibidas em todo o estado.

Além das ações apresentadas, o Governo de Minas optou por não decretar ponto facultativo durante os dias 15, 16 e 17 de fevereiro, havendo expediente regular. A medida tem por objetivo desestimular viagens e a ocorrência de eventos que possam gerar aglomeração e provocar o aumento de infecções pelo coronavírus. Outra determinação anunciada foi o fechamento dos parques estaduais.

Zema destacou que o governo estadual tem como prioridade salvar vidas e pediu cautela aos mineiros neste que é o pior momento da pandemia até agora.

“O que nós queremos é que o mineiro tenha um Carnaval mais seguro, sem aglomerações. Não será permitido o que nós sempre tivemos, como blocos e festas em ruas. Estamos vivendo um momento excepcional. À medida que a vacinação acontecer, o Carnaval será remarcado em todo o Brasil. Queremos que as pessoas que gostam da festa tenham a oportunidade, mas este agora não é o momento. É o momento de ficarmos quietos, de termos consciência de que valorizar a vida está acima de qualquer festa”, afirmou Zema.

Fiscalização

O governador disse que todo o planejamento será executado em parceria com os municípios, que têm a responsabilidade na fiscalização de festas e eventos.

“As Forças de Segurança do Estado se planejaram para que nós venhamos a evitar qualquer tipo de aglomeração, qualquer tipo de evento no estado. Estamos trabalhando em conjunto com todos os municípios. Não queremos que o mineiro se exponha desnecessariamente a riscos. Tivemos um mês de janeiro que, em termos de novos casos de covid e de óbitos, superou qualquer expectativa. Portanto, é momento de ter cautela”, finalizou o governador.

Ações

Para reforçar o trabalho de orientação e fiscalização, a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) reforçou o seu efetivo que irá trabalhar nas ruas. Além da suspensão de férias no período do Carnaval, militares do setor administrativo e dos cursos de formação serão deslocados para missões e operações em todo o estado.

Segundo o comandante-geral da PMMG, coronel Rodrigo Sousa Rodrigues, serão realizadas ações em regiões com maior número de turistas e histórico de aglomerações, operações Lei Seca em locais de maior fluxo de turistas e monitoramento de eventos e bailes irregulares. As fiscalizações nas rodovias estaduais e federais serão reforçadas.

“A campanha da Polícia Militar traz como lema que o Carnaval é pela vida, então vamos trabalhar para evitar aglomerações. É importante ressaltar que não há nenhum evento carnavalesco planejado e permitido no estado. Se tiver, ele será irregular, por isso é importante a parceria com os municípios, que tem a responsabilidade de fiscalizar. Vamos atuar juntos para evitar que a covid-19 avance neste período”, afirmou coronel Rodrigo.

Ajuda da população

O comandante da PMMG ressaltou que a população também pode ajudar na fiscalização de eventos irregulares denunciando festas e aglomerações. A Polícia Militar também destacou que irá atuar em conjunto com o Corpo de Bombeiros nos principais pontos de atenção, que estão nas regiões balneárias, conhecidas por festas e eventos nesta época do ano.

Segundo o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, Edgard Estevo, estão mobilizados cerca de quatro mil militares e 420 viaturas para atuarem no Carnaval. O comandante disse que o objetivo é garantir a preservação da vida e da segurança dos mineiros.

“Vamos trabalhar com a Polícia Militar, mas também com todos os órgãos municipais, como as guardas municipais e a vigilância sanitária, com objetivo de evitar a aglomeração. Não temos um único registro de qualquer evento sendo noticiado. Não há nenhuma solicitação de autorização por parte dos bombeiros para eventos, o que mostra que os municípios estão seguindo esta diretriz de ter um Carnaval diferenciado, consciente, seguro, pela vida e pela saúde”, disse coronel Estevo.


Fonte: Agência Minas

Guaxupé vai pagar auxílio emergencial para mais de 1.600 famílias

Cidade do Sul de Minas é a única do estado a oferecer o benefício de R$ 300 com recursos próprios.


A Prefeitura de Guaxupé, no Sul de Minas, vai disponibilizar auxílio emergencial para 1.650 famílias. A cidade do Sul de Minas é a única do estado a oferecer o benefício de R$ 300 com recursos próprios. O projeto foi aprovado pela Câmara Municipal e deve começar a ser pago na próxima semana.

De acordo com a prefeitura, o benefício vai ser disponibilizado para famílias em vulnerabilidade da cidade. “Serão beneficiadas famílias em situação de extrema pobreza e/ou pobreza, conforme Decreto Federal nº 9.396, de 30 de maio de 2018. São consideradas famílias em situação de extrema pobreza e ou pobreza aquelas cuja renda por pessoa da família informada no CadÚnico for de até R$ 178 mensais”, explica a secretária de Desenvolvimento Social de Guaxupé, Renata Valéria Rocha.

Os contemplados vão receber um cartão multibenefícios com R$ 300 para ser usado em itens de primeira necessidade no comércio da cidade. Inicialmente, terá validade de seis meses.

O prefeito Heber Quintella informou que o recurso utilizado será inteiramente do próprio município, subsidiado pelo superávit do ano anterior.

“Esse projeto foi idealizado por toda a equipe, desde o ano passado, quando a pandemia começou a se intensificar. Todas as esferas tiveram sua parcela de contribuição na confecção do projeto e desde então este governo começou a se estruturar para que o município dispusesse de recursos quando o mesmo se tornasse realidade. O projeto agora passa a beneficiar a população, especialmente a mais carente de Guaxupé”, ressalta Quintella.

Fonte: Estado de Minas

Mais da metade das denúncias relativas a processo de vacinação são de "fura-filas", informa Ouvidoria-Geral do Estado

 Criado pela OGE/MG, Canal Coronavírus é ferramenta do Estado para receber manifestações e encaminhar casos para apuração rigorosa



Desde o início da vacinação contra a covid-19 em Minas Gerais, em 18 de janeiro, até a última terça-feira (2/2), a Ouvidoria-Geral do Estado (OGE) recebeu 523 denúncias relacionadas ao processo de imunização. Desse total, 314 são de possíveis casos de "fura-filas" de vacina, o equivalente a 65% do total de denúncias. Os dados foram apresentados nesta sexta-feira (5/2) ao governador Romeu Zema pela ouvidora-geral do Estado, Simone Deoud.

De acordo com Simone Deoud, desde o lançamento do Canal Coronavirus pela OGE, em março do ano passado, quase 3 mil manifestações foram recebidas. E esse número cresceu com a chegada das vacinas.

“A Ouvidoria fechou o ano de 2020 com 61.538 manifestações, mais de 40% do que nos anos anteriores, o que demonstra a confiança das pessoas na instituição. No Canal CoronavÍrus recebemos denúncias, mas também elogios, informações, solicitações e sugestões. Com o advento da vacinação o número de manifestações se avolumou, as pessoas estão mais atentas, querem ser vacinadas”, afirmou a ouvidora-geral do Estado, lembrando que vacinar é um direito, mas respeitar a ordem prioritária é um dever do cidadão.

Encaminhamento

Para coibir interferências e o desrespeito à estratégia de vacinação, o Governo do Estado adotou medidas severas. Por meio da Ouvidoria-Geral do Estado e da Controladoria-Geral do Estado (CGE/MG) a determinação é de que, rigorosamente, seja garantido o cumprimento das regras e dos critérios de imunização, conforme determinação do Ministério da Saúde.

A OGE/MG é a porta de entrada das denúncias, que podem ser feitas via Canal Coronavírus no site www.ouvidoriageral.mg.gov.br/coronavirus ou no Disque 162.

A ouvidoria recebe todas as denúncias relativas à prioridade no processo de vacinação contra o Coronavírus. Se envolver servidores públicos estaduais, elas são encaminhadas para a Controladoria-Geral do Estado (CGE) para apuração e providências cabíveis. Se envolver servidores públicos municipais, são encaminhadas para as ouvidorias municipais ou regionais, no caso de municípios que não possuem ouvidoria. E, ainda, casos específicos são noticiados ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).


Fonte: Agência Minas

Chuvas que caíram nesta sexta e sábado provocaram estragos em diversas cidades no Sul de Minas

  Boa Esperança e Carmo de Minas, sofreram com o temporal



 A chuva que caiu neste sábado, dia 6, provocou estragos em pelo menos duas cidades, Boa Esperança e Carmo de Minas, no Sul de Minas.

Em Boa Esperança, algumas casas foram invadidas pelas águas, uma estrutura de um estacionamento de uma igreja desabou sobre um carro. Segundo o Corpo de Bombeiros, ninguém se feriu.

Já em Carmo de Minas algumas ruas da cidade foram inundadas pelas águas, isso porque o sistema de escoamento de águas pluviais não comportaram o volume de água da enxurrada. A rua onde os danos foram maiores foi a Maria Franqueira e a parte baixa da estação, no centro da cidade. Motoristas que passaram pela BR-460, tiveram de parar e esperar a água baixar para poder seguir viagem.

Em Lavras a chuva e o vento foram fortes em alguns pontos, como no bairro Parque Bocaina, naquele lugar algumas casas foram destelhadas, mas ninguém se feriu.

Ontem foi dia de limpeza em Cana Verde, na sexta-feira a chuva provocou muita destruição naquela cidade. Árvores e muros caíram, casas foram destelhadas, asfalto e paralelepípedos foram arrancados com a força da enxurrada. No sábado a prefeitura colocou homens e máquinas nas ruas para fazer a limpeza.

Também em Oliveira foi dia de limpeza, na sexta-feira choveu forte naquela cidade, diversas ruas ficaram alagadas, a água invadiu casas, comércio e carros ficaram presos na enchente. Ninguém se feriu.

Foto 1: Oliveira, Foto 2: Boa Esperança, Fotos 3 e 4: Carmo de Minas e Foto 5: Cana Verde






Fonte: Jornal de Lavras

Neste domingo, Minas recebe mais 315,6 mil doses de vacina contra Covid

 A distribuição das doses de vacinas e o número de mineiros vacinados podem ser acompanhados, em tempo real, por meio do site Vacinômetro



Minas Gerais recebe hoje, domingo, dia 7, mais 315.600 doses de vacinas Sinovac/Butantan para a quarta etapa da primeira fase da Campanha Nacional de Vacinação contra a Covid-19 no estado. Está previsto para as 10h25 o desembarque de 1.578 caixas de vacinas no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins.

Pessoas com 90 anos ou mais serão as próximas vacinadas no estado, de acordo com as diretrizes do Programa Nacional de Imunização (PNI), do Ministério da Saúde (MS). Nesta fase, a meta é imunizar mais 6% dos trabalhadores de saúde, totalizando 73% desse público.

Os riscos de agravamento e óbito pela Covid-19 e de vulnerabilidade social foram considerados para a definição dos grupos prioritários. De acordo com Nota Técnica publicada pelo MS, foram avaliados a transmissão comunitária e o sobrerrisco para morte por Covid-19, relacionado a faixas etárias mais avançadas, que chega a 8,5 para hospitalização e 18,3 para óbito entre idosos com 90 anos ou mais.

A maior operação para campanha de vacinação na história de Minas Gerais começou no dia 18 de janeiro, data da chegada do primeiro lote de vacinas. Três remessas já chegaram a Minas Gerais: 577.480 mil doses de CoronaVac, 190.500 mil doses de AstraZeneca e mais 87.600 mil doses de CoronaVac, totalizando 855.580 mil doses de vacina contra a covid-19. Até o momento, 735.193 já foram entregues.


A distribuição das doses de vacinas e o número de mineiros vacinados podem ser acompanhados, em tempo real, por meio do site Vacinômetro - coronavirus.saude.mg.gov.br/vacinometro.


Com informações: Hoje em Dia

Turistas criam 'vaquinha' para comprar pirâmide colocada à venda em São Tomé das Letras

 Iniciativa começou após anúncio de que o imóvel está à venda na cidade.


Turistas se uniram nas redes sociais e criaram uma “vaquinha” para comprar a pirâmide de São Tomé das Letras (MG). A iniciativa começou após a divulgação de que o imóvel que atrai visitantes de todo Brasil está à venda por R$ 1,2 milhão. O espaço é um dos principais pontos turísticos da cidade e é tombado como patrimônio do município, mas fica dentro de uma área particular. Apoiadores se uniram nas redes sociais e criaram ação para tentar ficar com o espaço.


A iniciativa surgiu em uma página criada para a cidade nas redes sociais. O idealizador da ação publicou o link oficial em comentários feitos em uma foto sobre a venda do espaço. Enquanto isso, outros internautas fizeram comentários em apoio à vaquinha.

“Vamos nos unir e comprar a pirâmide”, escreveu um deles.

"Causou revolta no país inteiro", falou outro.

Outros usuários também apoiaram à causa, mas foram mais ponderados e pediram que a iniciativa seja alinhada à prefeitura.

"Faz uma vaquinha, mas alinha essa ideia com a prefeitura isso precisa ser documentado, é muita grana", comentou.

"Se a vaquinha for oficialmente da prefeitura eu ajudo", disse outro.

Pirâmide à venda

O anúncio da venda da pirâmide foi feita por meio de um vídeo publicado pela imobiliária em um aplicativo de mensagens. A divulgação causou revolta de moradores de São Tomé das Letras e também de todo Brasil. Uma manifestação foi feita na cidade na quinta-feira (4).

A pirâmide é tombada como Patrimônio Paisagístico da cidade, mas está em uma área particular dentro do parque, que tem 111 hectares e é de propriedade do município.

Caso alguém compre a pirâmide, projetos particulares de exploração ainda terão que ser submetidos ao Conselho Municipal do Patrimônio Cultural e Artístico de São Tomé das Letras. Atualmente existem duas leis orgânicas no município que preservam os pontos turísticos. Hoje o acesso à pirâmide é irrestrito. 


O que diz a prefeitura

Em 2018, a prefeitura tentou uma negociação para adquirir a pirâmide definitivamente, mas a tratativa fracassou. Em nova divulgada nas redes sociais, o prefeito de São Tomé das Letras (MDB), Tomé Reis Alvarenga, disse que a prefeitura tem tentado negociar com o proprietário a compra do imóvel pelo Poder Público há algum tempo.

O prefeito afirmou ainda que o dono possui escritura, mas que é de interesse do município adquiri-la. Conforme apurado pela equipe da EPTV Sul de Minas, afiliada da TV Globo, o valor que a prefeitura pretende pagar pela área é de R$ 1,2 milhão, o mesmo pedido pelo proprietário.

Ainda conforme a prefeitura, uma reunião com o proprietário está marcada para a próxima segunda-feira (8).

Além do interesse em comprar a pirâmide, outra opção da prefeitura seria desapropriar o local. Desapropriação é o procedimento de direito público pelo qual o Poder Público transfere para si a propriedade de terceiro, por razões de utilidade pública ou de interesse social, normalmente mediante o pagamento de indenização. O G1 questionou a prefeitura sobre o assunto, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.


Fonte G1 Sul de Minas




Minas Gerais começa a aplicar a segunda dose da CoronaVac

Grupos prioritários devem manter todos os cuidados, mesmo imunizados



Começou mais uma etapa da maior campanha de vacinação da história de Minas Gerais. Municípios já começaram a administrar, esta semana, a segunda dose da vacina contra a covid-19 aos cidadãos que receberam a CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a empresa chinesa SinoVac. De acordo com o preconizado pelo Governo de Minas, por nota informativa, a segunda dose deste imunobiológico só pode ser aplicada 15 dias após a primeira.

Neste momento da campanha de vacinação, os públicos prioritários foram maiores de 60 anos que vivem em Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPI), maiores de 18 anos com deficiência institucionalizados, indígenas aldeados e trabalhadores da área de Saúde.

Mesmo laboratório

Atualizada no último sábado (27/1), a nota informativa da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) orienta todas as cidades sobre a administração das doses, uma vez que o agendamento para os grupos prioritários é de responsabilidade municipal. De acordo com o documento, quem recebeu a vacina CoronaVac só pode receber a segunda dose dessa mesma marca.

“É muito importante que isso esteja claro para todos: as primeiras e as segundas aplicações devem ser sempre administradas com vacinas do mesmo laboratório”, frisa a coordenadora estadual de Imunização da SES-MG, Josianne Gusmão.

Quantitativo

O Estado recebeu, em 18 de janeiro, 577 mil doses da CoronaVac, marcando o início da maior operação de vacinação da história de Minas. Em 18 horas, todas as 28 Unidades Regionais de Saúde tinham tido acesso aos imunizantes.

Ao todo, o Ministério da Saúde já repassou para Minas Gerais 665.080 doses do imunizante CoronaVac, sendo 577.480 na primeira remessa, em 18/1; e 87.600 na segunda, em 25/1. O quantitativo para administração da segunda dose está sob responsabilidade de cada Unidade Regional de Saúde, que fará a entrega aos municípios.

Josianne Gusmão alerta que os cidadãos que pertencem ao grupo prioritário que recebeu o imunobiológico devem manter os cuidados contra a covid-19, como uso de máscara, distanciamento social e higiene das mãos.

AstraZeneca

Além da vacina da CoronaVac, Minas Gerais recebeu, em 25/1, 190.500 doses da Covishield, desenvolvida pelo laboratório AstraZeneca / Universidade de Oxford em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz. Para este imunizante, no entanto, conforme orienta a nota informativa da SES-MG, a segunda dose só pode ser administrada depois de 12 semanas (três meses) da primeira.

De acordo com a coordenadora estadual de Imunização da SES-MG, quando o início da administração da segunda dose da Covishield estiver próximo, o quantitativo para essa etapa será entregue pelo Ministério da Saúde a Minas Gerais.

Clique aqui para conferir a nota técnica com as orientações do Governo de Minas.

Detentos de São Lourenço vão cursar universidade com bolsa integral do ProUni

 Aprovação de seis custodiados foi possível por meio das notas obtidas no Enem Prisional de 2019 e apoio da pedagoga da unidade



Um novo caminho foi iniciado por seis presos do Presídio de São Lourenço I, no Sul de Minas, que foram aprovados em cursos superiores com bolsa integral do Programa Universidade Para Todos (ProUni). Os detentos, que concluíram seus estudos na unidade prisional, conseguiram as vagas por meio da nota do Enem Prisional de 2019. Eles irão estudar em três universidades particulares da região, nos cursos de Engenharia Mecânica, Ciências Contábeis, Pedagogia e Segurança Pública.

As aulas serão a distância e começam na segunda quinzena deste mês de fevereiro. As matrículas estão sendo feitas pelos familiares dos presos, com o apoio e incentivo do Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen-MG), uma vez que, no processo de ressocialização dos internos, as famílias têm participação importante na criação de vínculos.

Recomeço

O incentivo e o trabalho para a abertura de novas possibilidades são de responsabilidade da pedagoga da unidade prisional, Cláudia Maria Pinto, que revela sempre acompanhar a divulgação das notas e das inscrições das universidades. “Quando as inscrições começaram, olhei a nota que era exigida e vi que alguns tinham a pontuação necessária. Então, perguntei se eles queriam e dez deles toparam. Foram quatro dias de ansiedade, perguntavam todos os dias sobre o resultado”, relata Cláudia.

Dos seis aprovados, um recebeu alvará de soltura no dia seguinte à notícia e, entre os cinco restantes, três já efetivaram a matrícula. Itamar Francisco Filho, 47 anos, é um deles. Ele irá cursar Segurança Pública e explica que a escolha se deu por já ter prestado serviços para a Aeronáutica e ter vontade de retomar sua história.

“Gosto deste assunto e de trabalhar com pessoas. Estou muito feliz com a oportunidade, não esperava entrar em uma universidade estando preso, ainda mais com a nota do Enem PPL, que é um exame bem difícil. Espero concluir e seguir outro rumo quando sair daqui”, diz.

Para o diretor de Atendimento e Ressocialização do presídio, José Henrique Martins, a aprovação influencia outros presos da unidade prisional, que também passam a vislumbrar uma chance como essa. “A entrada dos custodiados no ensino superior é motivo de grande satisfação, não só para o Sistema Prisional, mas também para suas famílias, que conseguem enxergar com outros olhos este trabalho de ressocialização e humanização através da educação”, observa.

O diretor-geral do Presídio de São Lourenço I, Rafael Barbosa, reforça o incentivo a outros detentos, além de reconhecer outros benefícios com a aprovação dos presos, como mais segurança na unidade. “A aprovação desses indivíduos privados de liberdade pelo ProUni contribui de forma efetiva para o processo de reinserção social e para o nosso trabalho de manter uma unidade humanizada e segura”, afirma.

Nos próximos dias 23 e 24 de fevereiro, será realizado o Enem Prisional 2020. Ao todo, 29 presos do Presídio de São Lourenço irão fazer a prova. Atualmente, 289 presos cursam o ensino superior de dentro das unidades prisionais e das Associações de Proteção e Assistência ao Condenado (Apacs) de Minas Gerais.


Fonte: Agência Minas

ESA oficializa saída de Três Corações, unidade está presente naquela cidade há 70 anos

O prefeito já foi informado da saída da ESA, mas ainda não tem data definida



O Sul de Minas vai perder a ESA (Escola de Sargento das Armas), baseada em Três Corações há 70 anos. O anúncio da saída da ESA foi feito ontem, quinta-feira, dia 4, numa reunião dos generais Joarez Alves Pereira Junior, o general de brigada Flávio Alvarenga Filho, que é comandante da ESA, com o perfeito José Roberto de Paiva Gomes, o "Gordo Dentista" (PSD). O prefeito foi informado que a saída da ESA ainda não tem data definida, já que estão em andamento diversos cursos naquela unidade do Exército Brasileiro.

A justificativa dos militares para a Escola deixar Três Corações é por questão logística. A estrutura física continuará com o Exército Brasileiro e nela serão oferecidos cursos de aperfeiçoamento para militares e curso de adjunto de comando que, atualmente, são ofertados em unidades no Rio de Janeiro e em Cruz Alta (RS).

Segundo o prefeito Gordo Dentista, a cidade centralizará esta oferta de cursos e receberá todos os anos cerca de 500 alunos no primeiro semestre e outros 500 no segundo semestre vindos de todo o Brasil e também do exterior.

A ESA provavelmente será transferida para o Paraná. Um portal do governo do Paraná postou uma reportagem sobre um encontro do governador Carlos Massa Ratinho Júnior com o comandante Militar Sul do Exército Brasileiro, general Valério Stumpf, em maio do ano passado. A reportagem afirmava que o governador do Paraná "solicitou que a escola de sargentos das armas seja transferida para o estado".

Fonte: Jornal de Lavras

Laboratório Merck, que produz a Ivermectina, afirma que o medicamento não funciona no tratamento de Covid

O laboratório divulgou nota afirmando que o medicamento não funciona para o tratamento da Covid



A empresa farmacêutica Merck, responsável pela produção da Ivermectina, divulgou nesta quinta-feira (4/2), um comunicado em seu site afirmando que o medicamento não funciona para o tratamento da COVID-19.
No texto, a farmacêutica informa que os cientistas da empresa continuam examinando cuidadosamente as descobertas de todos os estudos disponíveis de ivermectina para o tratamento de COVID-19, buscando evidências de eficácia e segurança. Mas ressalta que, até o momento, a análise feita por eles identificou:


- Nenhuma base científica para um efeito terapêutico potencial contra COVID-19 de estudos pré-clínicos;

- Nenhuma evidência significativa para atividade clínica ou eficácia clínica em pacientes com doença COVID-19, e;

- A preocupante falta de dados de segurança na maioria dos estudos.


Ainda segundo o comunicado, a farmacêutica não acredita que “os dados disponíveis suportem a segurança e eficácia da ivermectina além das doses e populações indicadas nas informações de prescrição aprovadas pela agência reguladora.”


Fonte: Estado de Minas