Durante a tarde desta quarta-feira, uma pessoa foi presa pela Polícia Militar por suspeita de participação nos ataques
A quadrilha que explodiu caixas eletrônicos de duas agências bancárias na madrugada desta quarta-feira (11) em Passos (MG) estava equipada com pelo menos três drones que acompanhavam todo o movimento da polícia. Durante a ação, os criminosos trocaram tiros com a polícia e ainda queimaram ônibus para impedir a passagem dos policiais na MG-050. A suspeita é de que essas informações possam ter indicado o melhor momento da fuga.
Durante a tarde desta quarta-feira, uma pessoa foi presa pela Polícia Militar por suspeita de participação nos ataques. Segundo a PM, o homem teria comprado em São Roque de Minas (MG), a 170 quilômetros de Passos, um dos ônibus utilizados para fechar a entrada da cidade. Outras quatro pessoas foram levadas para a delegacia para prestar esclarecimentos.
Os bancos ficaram destruídos após os ataques, que começaram por volta de 1h30 e duraram até as 3h. Pelo menos 15 homens teriam participado da ação. Tudo aconteceu bem perto de uma companhia da Polícia Militar e da delegacia regional da Polícia Civil, que ficam a um quarteirão dos bancos.
"Na verdade nós temos aqui a sede do 12º batalhão da Polícia Militar e da 3ª regional de Polícia Civil, isso facilita o empenho da equipe de policiais. É evidente que o número de criminosos era realmente grande, o armamento realmente pesado", disse o delegado-chefe do 18º Departamento de Polícia Civil, Bráulio Stivanin Júnior.
Três estruturas com explosivos foram deixadas para trás sem explodir e foram desarmadas por homens do Batalhão de Operações Especiais (Bope), da Polícia Militar. Ao todo, 10 bananas de dinamites foram recolhidas.
Imagens de uma câmera de segurança mostram dois policiais militares se aproximando das agências. Logo depois, houve troca de tiros e um dos assaltantes chegou a ser atingido. Balas de grosso calibre atingiram ainda outros dois bancos da avenida e até um apartamento que fica no 5º andar de um prédio.
"Furaram o vidro da sacada, passou para dentro da porta e atingiu até o guarda-roupas de um casal que são meus vizinhos de prédio. E as bombas que eles soltavam chegavam a vibrar a estrutura do prédio, foi forte, parecia que estava em um campo de guerra, foi terrível. E lá tinha criança, foi complicado a situação desta noite", contou o frentista Manoel Toledo.
Lâmpadas de postes e transformadores também foram destruídos. Pelo menos 46 imóveis ficaram sem energia elétrica.
"Em qualquer local, principalmente em locais menores, é uma violação muito grande, o povo é pacato, você vê a onda de choque que houve aqui na região, vários outros prédios que não têm nenhum envolvimento com os bancos, também foram danificados. Isso é um trauma para a população local", disse o superintendente de investigação da polícia, Carlos Capristrano.
Os criminosos conseguiram fugir em dois carros e na saída ainda queimaram dois ônibus em duas entradas da cidade para bloquear a passagem dos policiais.
A Polícia Civil ainda faz buscas na zona rural de Passos atrás de pistas. Enquanto isso, o medo de futuros ataques rondam os moradores, que viveram um dia de guerra.
Até o início da noite, alguns moradores continuavam sem energia elétrica, já que a área onde um dos transformadores foi danificado, permanecia isolada.
Fonte: G1 Sul de Minas

