Com novas candidaturas deferidas, quociente e eleitos podem mudar.
Mais de uma semana após as eleições municipais, a composição da Câmara de Vereadores dePoços de Caldas (MG) ainda é um mistério. Isso porque dois vereadores que tiveram as candidaturas indeferidas, ainda podem conseguir na Justiça o direito de assumir o cargo.
Ao todo, 23 candidatos que tiveram os registros de candidaturas indeferidos ainda aguardam o julgamento de recursos. Um deles, Pedro Gonçalves Magalhães Júnior, o Pedrinho da Zona Sul, teve 1.342 votos , mas o registro da candidatura estava indeferido, mas agora a Justiça Eleitoral considerou a candidatura válida.
"Contabilizando os meus votos, alguém vai sair. Não tem certeza, nesse momento, quem é que sai. A única coisa que eu sei é que o meu partido, o PSDB, passa a fazer uma cadeira a mais. De quatro cadeiras, vamos fazer cinco cadeiras e vamos ser a maior bancada da câmara", afirmou Pedrinho.
Situação contrária à vivida por Mauro Ivan de Oliveira, que teve 631 votos e aparece entre os eleitos. Caso os novos votos sejam contabilizados, ele pode ficar fora da câmara.
"Eu acho que eu mereço, pela minha família, pela 631 pessoas que acreditaram no meu trabalho, que eu estou fazendo há quatro anos", disse o candidato.
Quociente eleitoral
Depois de todos os recursos serem julgados, o número de votos válidos deve aumentar e a Justiça terá então que recalcular o quociente eleitoral. Só assim será possível chegar ao novo número e definir os vereadores eleitos.
"Pode acontecer de ter uma alteração no quociente eleitoral. E havendo essa alteração, são recalculados os números necessários para uma cadeira na Câmara Municipal. E cada partido, se faz uma nova verificação de quantos terão. Os mais votados desses partidos ou das coligações é que serão considerados eleitos", explica o juiz Nicolau Lupianhes Neto.
As mudanças, no entanto, só serão oficializadas quando não couberem novos recursos. "Nós precisamos, primeiro, aguardar o trânsito em julgado dessa decisão, para que o próprio sistema recalcule esse quociente eleitoral, essa situação concreta, para dizer se assumirá ou não", conclui o juiz.
O Tribunal Regional Eleitoral informou que o calendário eleitoral deste ano estabelece o dia 19 de dezembro como último dia para a Justiça Eleitoral diplomar os candidatos que se elegeram nas eleições e que, por isso, o julgamento dos processos de registros de candidaturas com recursos deve ser priorizado.
Fonte: G1 Sul de Minas/EPTV
