“No circuito profissional, eu sou André Sá. Na Olimpíada, eu sou Brasil”, define o mineiro ao ser questionado sobre a principal diferença entre os torneios da ATP e os Jogos Olímpicos. “Olimpíada é um sonho, independentemente do esporte. Tive bons momentos na Copa Davis, fazendo dupla com o Guga, mas Olimpíada diante da torcida é uma energia diferente de tudo que vivi”, conta.
No Rio, Sá vai repetir o parceiro de duplas pela primeira vez. Volta a jogar com Thomaz Bellucci, depois de ser eliminado na primeira rodada em Londres'2012 para os irmãos Bob e Mike Bryan, que viriam a ser campeões. Em sua estreia olímpica, em Atenas, chegou a avançar na segunda fase, com Flávio Saretta, resultado que repetiu em Pequim'2008, com Marcelo Melo.
“Cada edição teve sua particularidade. Atenas por ter sido a primeira, no berço da Olimpíada, emoção gigantesca. Soubemos na última hora, porque uma dupla da Holanda desistiu e entramos. Em Pequim, eu e Marcelo estávamos bem. Entramos acreditando que poderia ir longe. E em Londres foi bom porque foi no meu lugar favorito, Wimbledon, onde me sinto confortável”, lembra.
Sá espera avançar para a terceira fase pela primeira vez na carreira e vai mais longe: sonha com uma final brasileira contra Melo e Soares, um dos cabeças de chave, e favoritos ao pódio. “Desde Londres, eu e o Bellucci melhoramos, jogamos alguns torneios. Isso ajuda na sintonia”, afirma. “Sobre pressão, acho que será para nós e para eles (Soares e Melo), que são favoritos. Estão na melhor fase da carreira, precisam passar bem pelas primeiras rodadas, para ganhar força. Seria um sonho uma final brasileira.”
CARREIRA Quando está de folga do circuito profissional, Sá divide seu tempo entre a catarinense Blumenau – para onde se mudou desde que se casou, há 12 anos –, e a fazenda dos pais, perto de Governador Valadares. Perto dos 40 anos, ele sabe que a hora é de dosar e se preparar mais para prolongar a carreira.
Depois de uma fase de ouro ao lado de Marcelo Melo, com quem conquistou cinco títulos em oito finais de 2007 a 2009, Sá viveu um longo período de troca de parceiros e resultados irregulares. Quando muitos já acreditavam ser o fim da linha para o mineiro, ele renasceu no circuito ao lado do australiano Chris Guccione e, desde março do ano passado, chegou a seis finais – quatro com o australiano.
A sequência de bons resultados e a chance de defender o Brasil no Rio faz Sá riscar a palavra aposentadoria da agenda pelos próximos anos. “O principal não é a idade. É como você está física e mentalmente. Eu venho me adaptando para me manter em alto nível. Espero continuar jogando, trabalho todos os dias para isso”
Ao ser questionado sobre Tóquio'2020, quando estará com 43 anos, André Sá ri – mas também não descarta a possibilidade.
Fonte: UAI
