Greve dos agentes penitenciários está suspensa até segunda-feira

A categoria terá uma audiência de tentativa de conciliação com o governo no Tribunal de Justiça
Greve deverá ser discutida a partir de segunda-feira, agentes penitenciários voltaram ao trabalho. Foto ilustrativa extraída do site aageppa1.blogsport.com



A Justiça aumentou para R$ 500 mil, por dia, o valor da multa para os agentes penitenciários caso a greve continue. A decisão foi tomada pelo desembargador Audebert de Lage e foi divulgada no início da noite de ontem, sábado, dia 11, antes o valor era de R$ 100 mil. A sexta-feira e o sábado foram marcados por motins em diversos presídios de Minas por conta da greve dos agentes penitenciários que impossibilitou visitas aos detentos. O sindicato da categoria, pressionado pela decisão da Justiça que julgou a greve ilegal e impôs multa diária de R$ 500 mil, adiou o movimento até amanhã, segunda-feira, dia 13, quando haverá reunião entre líderes grevistas e representantes do governo, no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).

Na sexta-feira, dia 10, agentes penitenciários entraram em greve por conta da falta de pagamento do Abono Fardamento - já pago aos policiais da Polícia Militar. O Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciária de Minas Gerais (Sindasp), chegou a divulgar uma nota reclamando, também, da demora na aprovação da Lei Orgânica do Sistema Prisional e da superlotação do Sistema Prisional e alto déficit de agentes penitenciários nas unidades e pontuam o atraso no concurso de edital de 2013.

Tão logo foi deflagrada a greve, os detentos do Presídio Estadual de Lavras foram informados que não teriam visitas neste final de semana, isso provocou uma reação inesperada dentro daquela casa de correção. Os presos promoveram uma quebradeira em três celas, destruíram os banheiros e as camas.

O Grupo de Intervenção Rápida (GIR) conseguiu acabar com o motim dos presos. Durante o sábado e hoje, domingo, não foi registrada nenhuma alteração naquele presídio. Além de Lavras, foram registrados conflitos nos presídios de Uberlândia, Santa Luzia, Ribeirão das Neves, Governador Valadares, Montes Claros, São Joaquim de Bicas, Betim e Caratinga. Em Contagem as presas do complexo do Ceresp (Centro de Remanejamento do Sistema Prisional), atearam fogo em colchões e muitas intoxicaram e outras se queimaram.

Em Montes Claros e Governador Valadares diversos ônibus foram incendiados e a polícia acredita que a ordem tenha partido de dentro dos presídios, em represália ao cancelamento das visitas.



Fonte: Jornal de Lavras