Segundo a Polícia Militar, a mulher suspeita de cometer injúria racial presa neste domingo (6) teria se referido a uma operação realizada no bairro Jardim das Oliveiras, em Machado (MG). A suspeita teria publicado em um aplicativo de mensagens instantâneas uma foto da viatura militar em que estava um policial negro, e teria o chamado de "macaco" sugerindo a cobrança de propina pelos militares.
Após publicar a foto da viatura onde estavam três policiais, em um grupo do aplicativo, ela teria escrito: “Macaco safado, 'tá perto da páscoa e quer 'dim dim' pro ovo”. Os policiais conseguiram localizar a mulher, que foi presa em flagrante por injúria racial.
O alvo das ofensas teria sido o soldado da PM Rodrigo Marcelino da Silva. "Me senti indignado. Nunca tinha passado por isso, ainda mais no trabalho que eu exerço, não deveria acontecer isso", disse.
A empregada doméstica foi levada para a Delegacia de Alfenas (MG) para prestar depoimento. Em um vídeo, ela nega a ofensa racial, e sobre a acusação da polícia em cobrar propina, ela diz que só quis fazer uma brincadeira.
"Ela disse que a equipe policial estaria intensificando o patrulhamento naquele local a fim de arrumar dinheiro pra comprar ovos de Páscoa, enfim, ela insinuou que estaríamos recebendo algum tipo de vantagem, e por tal motivo a gente estava querendo reprimir o tráfico [de drogas] no local", explica o cabo da PM Reginaldo de Almeida Neves.
No celular da suspeita não foi encontrada nenhuma mensagem. Ela não quis falar sobre o assunto com a equipe da EPTV Sul de Minas, mas contou que tem o costume de apagar as mensagens todas as noites, e segundo ela, o hábito é para não travar o celular.
"Já foram impressas todas as postagens e inclusive tem algumas testemunhas que ainda têm no celular as injúrias feitas por ela", conta o cabo Neves.
O aparelho dela foi apreendido pela polícia e testemunhas do grupo de bate-papo também devem prestar esclarecimentos. "Espero que possa ser feita a justiça e ela possa responder pelo que ela fez", finaliza o soldado Marcelino.
A mulher foi ouvida na noite do domingo (6) e liberada em seguida. Segundo informações da delegacia, ela será investigada pela suposta injúria racial. O advogado da suspeita, Claudinei da Silva Assunção, disse que a cliente vai aguardar o desenrolar das investigações e reafirmou que ela nega todas as acusações.
Fonte: G1 Sul de Minas