Moradores fazem mutirão para recuperar estrada no Sul de Minas

Comunidade da Serra, em Carmo no Rio Claro, se uniu para trabalhar.
Com as chuvas, transporte escolar está há duas semanas sem ir ao local.


Moradores da comunidade da Serra, em Carmo do Rio Claro (MG), cansaram de esperar providências para tentar melhorar a situação da estrada de terra que leva ao bairro e se uniram para tentar resolver o problema.

No local, as crianças estão sem ter como ir à escola por causa do barro. Para os moradores, que precisam ir do Distrito de Vilelândia ao Bairro da Serra, sair de casa é um desafio.

“Quando dá um sol, a gente pega um carro, vai até Vilelândia, mas se chover lá, só vem até certo ponto e tem que terminar de chegar a pé”, disse a dona de casa Cleide de Oliveira Camargo Vilela.

Com o barro, a estrada quase desapareceu. Quem se arrisca a passar, tem que ir devagar. “Se não equilibrar, cai. Está complicado aqui, sem cascalho. Não sobe e nem desce”, disse a dona de casa Priscila Goulart Carrilho.
Moradores se uniram em mutirão para recuperar estrada rural (Foto: Reprodução EPTV)Moradores se uniram em mutirão para recuperar estrada rural (Foto: Reprodução EPTV)


Com isso, a condição da estrada traz outras consequências: há duas semanas o transporte escolar não consegue passar e os estudantes estão sem aula. “Eu fico preocupada, porque meu filho fica atrasado”, completou Cleide.

Já outra moradora, que a filha também não foi à escola, reclamou. “A gente se sente desprezado pela prefeitura, 'né'. Nós estamos desprezados”.

Por isso, a comunidade decidiu que além de cobrar, deveria agir. Conseguiram máquinas e materiais para tentar melhorar a estrada. O agricultor Ricardo Francisco Vilela foi de porta em porta pedir ajuda. “Eu consegui cascalho com os vizinhos e também os tratores de outros vizinhos que estão nos ajudando. A prefeitura disse que não tem verba para nos ajudar e nós estamos fazendo mutirão pra isso”, disse.

O mutirão segue sendo feito e a prefeitura informou que iria receber um relatório da situação da comunidade, e que depois, seria feita uma reunião com os responsáveis para definir as ações.

Fonte: G1 Sul de Minas/EPTV