Surto de diarreia e vômito em Machado ainda é um mistério

Desde a noite de quinta-feira até o último domingo pelo menos 500 pessoas passaram pela Santa Casa da cidade apresentando os mesmos sintomas




O surto de diarreia e vômito na cidade de Machado, no Sul de Minas, que levou mais de 500 pessoas ao pronto-socorro em um intervalo de apenas três dias, continua sendo um mistério. Após divulgar o resultado da análise da água nesta segunda-feira, o diretor da Saae de Machado, Ubiraci Prata Lima, afirma que nada de anormal foi constatado.

"Nossa última análise microbiológica com material coletado nesta sexta feira dia 12/02 às 16h25 cujo resultado divulgamos agora (são 48 horas de incubação antes do resultado final) comprova a qualidade e ausência de fatores nocivos ao consumo. A água consumida pela nossa população está dentro da normalidade preconizada pela portaria 2914 do Ministério da Saúde", afirmou o comunicado expedido pelo órgão.

Amostras da água foram enviadas nesta segunda-feira também a Fundação Ezequiel Dias (Funed), e o resultado deve ser divulgado nos próximos dias.


De acordo com o administrador da Santa Casa da cidade, André Costa Dias Júnior, desde a noite da última quinta-feira (11) até o domingo (14) pelo menos 500 pessoas procuram o hospital apresentando sintomas de diarreia e vômito. Já nesta segunda (15) o ritmo de atendimentos na unidade foi normal.

"A situação já está se normalizando, mas essa grande procura nos assustou. Pode se tratar de uma virose comum em tempos de calor, já que a análise da água não constatou bactérias que poderiam causar esse mal. Hoje a situação já está dentro da normalidade, não houve uma grande procura como nos dias anteriores", explica.

Ainda segundo ele, os sintomas não são graves e devem ser tratados com muita hidratação e medicamento para parar o vômito, quando necessário. Quem apresentar os sintomas deve procurar a unidade de saúde mais próxima.

A Secretaria de Saúde de Machado foi procurada durante toda a tarde desta segunda-feira (15), mas ninguém foi encontrado para falar sobre o assunto.




Fonte: Jornal O TEMPO