Política de emprego em Minas Gerais prioriza os mais pobres e menos qualificados

Diretriz da Secretaria de Estado de Trabalho e Desenvolvimento Social foi apresentada aos membros do CETER

O subsecretário de Trabalho e Emprego, Antônio Roberto Lambertucci, abriu no dia 10 de abril, a segunda reunião do ano do Conselho Estadual do Trabalho, Emprego e Geração de Renda de Minas Gerais (CETER). Indicado pelo secretário de Estado de Trabalho e Desenvolvimento Social, André Quintão, para a presidência da entidade, Lambertucci reafirmou aos conselheiros ser prioridade do Governo de Minas a inserção no mercado de trabalho dos cidadãos que se encontram em condições precárias, como baixa escolaridade e pobreza extrema.
O subsecretário de Trabalho e Emprego, Antônio Roberto Lambertucci, abriu nesta quarta-feira (10) a segunda reunião do ano do Conselho Estadual do Trabalho, Emprego e Geração de Renda de Minas Gerais (CETER). (Crédito: Osvaldo Afonso/Imprensa MG)
O subsecretário de Trabalho e Emprego, Antônio Roberto Lambertucci, abriu nesta quarta-feira (10) a segunda reunião do ano do Conselho Estadual do Trabalho, Emprego e Geração de Renda de Minas Gerais (CETER). (Crédito: Osvaldo Afonso/Imprensa MG)



“O Brasil saiu do mapa da fome, mas há muito que se fazer. Precisamos incluir essas pessoas no processo produtivo, seja no mercado formal, ou por intermédio da economia solidária, marcada pelo cooperativismo e pelo empreendedorismo, em forte articulação com o mercado de trabalho e com atenção especial para o jovem”, explicou Lambertucci.

Os conselheiros manifestaram suas expectativas sobre a política estadual de trabalho, emprego e renda, bem como a relação entre a Sedese e o CETER. Pontos estratégicos do Sistema Nacional de Emprego (SINE) foram discutidos, entre eles, a necessidade de qualificação da mão de obra, a empregabilidade dos egressos de cursos do Pronatec, a atuação do SINE, a interação com as prefeituras e a criação de conselhos municipais de trabalho e emprego. O envelhecimento da população foi lembrado e foram reivindicadas ações específicas para o trabalhador de mais idade e mais experiência.

Em um cenário de redução da oferta de emprego, associado ao aumento da população economicamente ativa e de ajuste econômico, a importância do conselho é ainda maior. “O CETER tem que impactar as políticas públicas. A qualidade técnica de sua composição permite uma grande contribuição na articulação entre os vários setores da sociedade”, avaliou o subsecretário.

A interpretação correta das demandas do mercado de trabalho foi um dos destaques da discussão. Para os representantes dos empregadores, trabalhadores e governo estadual, é fundamental mapear as necessidades locais do mercado para qualificar corretamente o profissional e, assim, contribuir para o desenvolvimento social e econômico. Ficou acertada para a próxima reunião, agendada para o dia 13 de maio, a apresentação, pela área de planejamento e gestão, do atual cenário econômico de Minas Gerais e o planejamento do governo, em especial as propostas de desenvolvimento econômico e social do Estado.
O conselho é composto por 21 membros, em uma composição tripartite: governo, trabalhadores e empregadores. No momento passa por uma recomposição, permitindo às entidades indicar a recondução ou designação de novos conselheiros. (Crédito: Osvaldo Afonso/Imprensa MG)
O conselho é composto por 21 membros, em uma composição tripartite: governo, trabalhadores e empregadores. No momento passa por uma recomposição, permitindo às entidades indicar a recondução ou designação de novos conselheiros. (Crédito: Osvaldo Afonso/Imprensa MG)



CETER – o conselho é composto por 21 membros, em uma composição tripartite: governo, trabalhadores e empregadores. No momento passa por uma recomposição, permitindo às entidades indicar a recondução ou designação de novos conselheiros. A presidência é estabelecida em sistema rotativo entre as bancadas, cabendo ao Governo de Minas o mandato até 2015. O CETER é um importante fórum de diálogo e interlocução entre os três segmentos sociais para a construção e execução de políticas públicas de trabalho e renda.

Fonte: SEDESE