Aviões supersônicos sobrevoaram espaço aéreo do sul de Minas

A assinatura de motor sugere que os F-5EM estevam em treinamento na região



Na semana passada, com início no dia 12 de agosto, moradores das cidades de Caxambu, Baependi, São Lourenço e outras tantas que compõem o sul de Minas escutaram vôos de aviões supersônicos em seu espaço aéreo. Em uma análise detalhada em salas AIS (Sigla em inglês para Serviço de Informação Aeronaútica) não há nehum NOTAM (Notice to Airmen ou Notícias para Homens do Ar) expedido para este lado do espaço aéreo do sul de Minas.
Tal ausência de NOTAM para a região nos leva a duas possibilidades. A primeira delas com relação à FAB (Força Aérea Brasileira): Desde o final de dezembro de 2013, os aviões Mirage 2000 foram desligados da FAB e não estão mais em operação. A assinatura de motor das aeronaves que sobrevoou nosso espaço aéreo sugere que os treinamentos foram realizados por caças F-5E, os únicos aviões supersônicos em operação hoje no Brasil até a chegada dos caças suecos Gripen adquiridos recentemente pela FAB. A operação é estranha, pois quando existem treinamentos desta natureza um avião de reabastecimento acompanha os dois caças que sobrevoam a área, o que não foi visto. Estes caças decolam da Base Aérea de Santa Cruz no Rio de Janeiro. Levam exatamente 7 minutos para chegar à nossa região em velocidade subsônica. Segundo dados de uma revista especializada nossos caças F-5E estão passando por adaptações ganhando a classificação de F-5EM, que são aviões que mantiveram seu motor e célula,  mas alteraram a sua aviônica (HUD, radar e painel de controle). 
Uma segunda situação que não pode ser descartada, mas é mera especulação é o treinamento para ajustes do novo jato da EMBRAER, em fase de testes, o Legacy 500, capacidade para 12 lugares, fabricado em São José dos Campos.  Mas consideramos pouco provável que seja isso, pois segundo relatos  de moradores da região, foram vários aviões sobrevoando o nosso espaço aéreo.
O detalhe curioso para os nomes dos aviões da FAB é que os caças F-5 são identificados como "Corsários" e o avião para reabastecimento tem o nome de "Pirata".
As operações com os caças geralmente são no início das manhãs e à noite sempre para que haja dificuldades em vê-los seja por causa da neblina ou nuvens ou pela dificuldade de observá-los à noite. De qualquer forma eles não quebraram em momento algum a barreira do som, pois quando isso acontece existe uma forte explosão.
Este trecho onde os aviões estão passando é tradicionalmente escolhido pelo fato do local ser de pouco tráfego aéreo na altitude em que operam (de 15 a 25 mil pés).
Os novos caças suecos gripen devem entrar em operação em 2018, mas a Suécia deve emprestar 10 caças para o Brasil a partir de 2016.

Fonte São Lourenço News