A Polícia Civil prendeu na manhã desta sexta-feira (15) em Itajubá dois suspeitos de comercializar frascos de veneno de rato que tem venda proibida.
O raticida, conhecido como chumbinho, teria sido utilizado para matar uma cadela que estava em uma clínica veterinária. O crime aconteceu no final de abril.
Os suspeitos, de 57 e 58 anos, foram presos durante uma operação que cumpriu mandados de busca e apreensão em pelo menos seis estabelecimentos da cidade. Em dois deles, foram localizados os fracos com a substância
Nesses locais, foram encontradas 10 embalagens com chumbinho e outras 88 que não tinham rótulo e que continham uma substância não identificada. Além disso, foram aprendidos 19 cartuchos de calibre ponto 45 intactas.
A operação contou com o apoio do Instituto do Mineiro de Agropecuária (IMA) e foi realizada pela Delegacia Adjunta de Meio Ambiente da Polícia Civil.
A operação acontece após a morte de uma cadela envenenada dentro de uma clínica veterinária na cidade.
De acordo com o veterinário do local, a pastora alemã estava prenha de 10 filhotes e estava há um ano sob seus cuidados. A Polícia Civil ainda procura os suspeitos do crime.
O chumbinho, ou aldicarbe, tem uso e venda proibidos no Brasil desde 2012, conforme decreto da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
O chumbinho é um produto clandestino altamente tóxico, em geral um veneno agrícola, que não tem autorização do governo para combater pragas de animais. É vendido sob a forma de grãos de cor cinza-escura ou grafite, que lembra o chumbo – daí o nome.
Fonte: Diário de Itajubá

